Homens que eram Homens

Não me chame de homem se para provar minha masculinidade eu precisar violentar alguém física e moralmente. Nem os animais selvagens fazem isso. 

Não me chame de homem se para ser homem eu tiver de abandonar meus filhos por causa de alguém que chegou depois e que, quando disse me amar, esqueceu-se de amar àqueles a quem amo….

Não me chame de homem se eu me vender ao dinheiro, ao poder e às facilidades que a corrupção me oferece, esquecendo-me dos valores mais importantes que aprendi com meus pais. Naqueles tempos ditosos, os filhos e pais tinham uma relação de respeito mútuo e quando a honestidade era ingrediente do café da manhã de todos os dias, não se passava fome de caráter…

Não me chame de homem se eu não compreender a natureza e desviar o curso da vida, pelo dinheiro e pela ganância. Um homem não se mede pela quantidade de árvores que derruba, de animais que aprisiona ou de rios que contamina.

Não me chame de homem se eu usar a minha fé e minha religião para divulgar o inferno, pregando a segregação entre os homens, reforçando o preconceito que já está enraizado no coração da humanidade. Um homem não se mede pela quantidade de orações que faz, mas pela qualidade das preces e das atitudes com o seu semelhante.

Não me chame de homem se eu não tiver amor às crianças, aos velhos e às mulheres. Homem que é homem não joga crianças pela janela, não abandona idosos à miséria moral de algumas instituições, não violenta mulheres que, por determinação de Deus, são berços geradores da vida.

Não me chame de homem se eu for capaz de negar um abraço, um carinho, um afeto a quem quer que seja. 

Homem que é homem, não mente, se mente é porque é “doente”