ESTE AMOR INFINITO

HOJE FAZ 3 ANOS E 4 MESES QUE O MEU MENINO REI ESTÁ FELIZ DO LADO DO MEU PAI CELESTIAL

Eu quero que minha ausência te DÊ grandes asas…Que possa viajar onde nós sempre sonhamos.

Você está viajando e nada mais…

Vou fazer de conta que nunca te foi.

Que ainda está aqui e te vejo todos os dias.

Amor meu, que saudade.

Há tanta dor nesses dias em que a saudade invade minha alma e meu coração.

Quero respostas, quero que Deus me fale, onde TU está.

Então vem aquele vazio, e o vácuo me faz companhia, e a lágrima rola, e a dor tenho que enfrentar.

Deus meu, me ajuda, a vontade de ir junto de ti é grande.

O tempo passou. Já vai distante, as flores murcharam, e a grama se tingiu de dourado. As folhas, antes esmeraldas, agora resplandecem em tons de cobre. O outono chegou, trazendo seus perfumes de melancolia e um vento suave que, embora balançasse os cabelos, abraçava a alma com um calor inexplicável.

Os dias de outubro passaram um a um, até que a mãe, com um toque leve no ombro do filho, sussurrou:— Agora, pode ir brincar. Divirta-se, meu filho. O garoto disparou para o parque. Subiu no balanço, e empurrando-se com força até sentir que voava. Depois, correu atrás de um bando de pombos, até que, de repente, um aroma familiar o guiou até em casa.

Ele entrou sem bater e encontrou uma senhora orando. A mesa estava posta, cheia de comida. Sem hesitar, ele provou de tudo: pães quentes, chocolate espesso. Mas foi ao olhar uma velha fotografia que algo dentro dele se quebrou.

A imagem mostrava uma mulher e um menino. Uma dor profunda atravessou sua alma. Ao se virar para sair, sua mãe apareceu. Fechou a porta e, com um olhar terno, caminhou lentamente até o menino, depositando um beijo em sua testa que o fez estremecer.

Depois, abraçou seu filho. A neblina que os envolvia dissipou-se, revelando seus rostos idênticos aos da fotografia. Na memória, uma visão angustiante surgiu: uma casa, o coração parando. O fim. E então, a calma.— Agora entendo, mãe, eu entendo — disse o menino com a voz firme. Ele também beijou a mãe.

Eles comeram e beberam juntos, acompanhando a sua história, até que o tempo os chamou de volta. Uma energia misteriosa os puxou para casa, onde dormiriam novamente. No próximo, porém, não estariam mais sozinhos; a mãe, finalmente se uniria a ele.

Enquanto suas almas refletiam sobre o que os ligava aos vivos, algo escapava ao seu entendimento: um vídeo de um balanço se movendo sozinho, estava sendo compartilhado pelo mundo, intrigando aqueles que, sem saber, testemunhavam o toque de outra dimensão.

A MONTANHA E SEU SILÊNCIO, o vento sussurrava entre os pinheiros da montanha, levando consigo os ecos de um mundo distante. A montanha parecia indiferente, mas não estava deserta. Sobrevoando os picos de neve, uma águia feliz observava o panorama.

Majestosa e poderosa, tinha testemunhado a dureza da vida, mas aquela figura minúscula, sentada à beira do caminho, em cima de uma árvore, capturou com toda a atenção. A águia, desceu lentamente. Com uma batida suave, aterrissou a poucos metros.

Ele virou a cabeça sentindo o vento provocado pelas asas, mas não mostrou medo. Apenas um sussurro na imensidão. ”Hoje tu és feliz”. Disse para o menino. O instinto da águia o empurrou a aproximar-se, da sua fragilidade. O menino estendeu a mão com cautela, sentindo o ar, e a águia, surpreendentemente, não se afastou.

Em um ato que desafiou a própria natureza, o menino conseguiu tocar as penas macias do seu peito.

“Você é um anjo? ” perguntou com um vislumbre de esperança na sua voz. Para ele, o calor que emanava da águia era uma resposta. O pássaro abaixou a cabeça, como se entendesse o seu desespero. A noite começou a cair e a temperatura baixou ainda mais.

ÁGUIA, em um movimento quase instintivo, abriu uma das suas asas e colocou-a em volta do menino. Aquela imagem era algo que nenhum humano teria acreditado ser possível: uma águia cuidando de uma criança.

Enquanto a escuridão envolvia a montanha, o menino adormeceu, seguro pela primeira vez em dias. Águia ficou acordado, vigiando os arredores, protegendo-o como se fosse sua cria.

E no amanhecer daquele primeiro dia, no Vale do Amanhecer, o menino acordou, com o canto das aves mais lindas e espetaculares, era a hora da travessia para o Vale Sagrado de Deus.

Águia começou a conduzi-lo ao seu mundo vivo ao seu redor. O caminho era lindo, de puro esplendor, de magia, amor, alegria e felicidade.

Naquela clareira, pacientemente, Águia emitiu um som, e do alto, muitas águias responderam, surpreendentemente outras Águias começaram a sobrevoar guiando para o Vale de Deus.

No final da tarde o murmúrio de um rio e vozes humanas pode-se ouvir á distância, era a chegada ao Vale Sagrado de Deus.

E naquele momento, em que, o menino chega, ao Vale de Deus, ouve-se a festa aqui da terra, trovões e relâmpagos, eu vi daqui da terra, o céu ficou mais de uma hora brilhando com trovões e relâmpagos, e alguns pingos de chuva, já era noite, mas o céu se iluminou com o Arco Íris… sou testemunha disso…

Ao sétimo dia de sua morte eu vi e presenciei o que ocorria no céu. O Milagre da Cidade de Luz. Com seu esplendor, sua Alegria, Sua Felicidade, Seu Poder. Senti, aqui da terra, o Amor que preenchia todo o Universo. Senti, a Grandiosidade de Deus, o Poder e a GLÓRIA. DEUS, RECEBIA MEU MENINO REI CHEIO DE AMOR.

Sim, eu presenciei tudo, você me mostrou meu MENINO REI A GRANDIOZIDADE DE TEU PODER.

Há noites que duram anos. Há dias que duram séculos. Esta foi uma noite e este será um dia. Escolhi o lado difícil da história, escolhi o lado ‘justo’ da história. Poderei dizer a meus filhos que já sabem, e netos QUE SEI QUE NÃO TEREI QUE, seres humanos traidores, vendidos, sem palavra e sem honra QUISERAM MANCHAR A VIDA DO MEU FILHO, que religiosos e familiares gananciosos não quiseram nos ajudar em momento de crise, quando mais precisávamos.

E dizer que ser mãe não é amarrar seu filho na perna da mesa, ser mãe não é abandonar um filho e amar os outros. Ser mãe biológica todas podem ser, mas amar de verdade só uma consegue ser. A que aceita seu filho do jeito que Deus envia aqui na terra para que possamos cuidar.

Porque mãe pode ser de uma criança adotiva, e pode não ser mãe de um filho gestado. De que adianta nascerem mais vidas se não cuidam desses que estão aqui. Matando e metralhando. Igual a fazer um aborto, só que diferente.

Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra [céu] possuirão o dobro, e terão perpétua alegria. Isaías 61:7

AMEM