Quando a alma doi

Quando a alma dói, até o silêncio grita. Nem toda dor está pronta pra ser exposta… mas toda dor pode ser curada por Deus.

Se hoje tudo que você precisa é de colo, tempo e um recomeço, o Pai te espera com consolo, direção e renovo.

Alguém mais sente que a alma dói?

A dor da alma não é dor física, é uma dor de desalento, dor de solidão, é aquela dor que precisa ser controlada e aceitar por aquilo que está passando. Eu senti essa dor, e sinto quase todos os dias…

É…como se ninguém pudesse me consolar, ou se nenhum remédio pudesse aliviar esta dor. Esta dor só existe quando alguém que mais amamos se vai…Não tem consolo, não tem remédio, nem música triste, nem música alegre que faça passar.

E o mais consolador é que me sinto abraçada, confortada por algo invisível, como se estivesse me envolvendo…e esse ser invisível nos abraça e nos faz chorar muito, é como se ELE nós dissesse, chora, tudo vai passar…

Ah minha alegria, minha felicidade de viver que não está mais aqui me consolando…

A minha alegria vem ao entardecer quando as nuvens se colorem em tons dourados, vermelhos, rosas no céu, e então você me fala, fica bem, fica tranquila, logo você estará aqui comigo.

Jesus Cristo prometeu enviar o Consolador (o Espírito Santo ou Espírito da Verdade) aos seus discípulos após a sua partida para ensiná-los, guiá-los e confortá-los em meio às provações, conforme narrado no Evangelho de João (João 14:15-26)

É “aquele que é chamado para perto”, exercendo o papel de consolador, defensor e advogado. Ele esclarece, os ensinamentos de Jesus, explica as leis de Deus e traz consolo à humanidade.  João 14:16. Jesus o disse aos discípulos na noite em que foi preso, poucas horas antes da cruz.

O Consolador é o Espírito Santo. Jesus está avisando que vai embora e promete que o Pai enviará alguém para ocupar o lugar dele junto aos discípulos — não por uma temporada, mas “para sempre”. Dependendo da versão da Bíblia, essa palavra aparece como “Consolador”, “Conselheiro” ou “Ajudador”. É a mesma palavra grega, parakletos, e nenhuma tradução sozinha dá conta de tudo o que ela carrega.

Parakletos junta duas palavras: para, “ao lado”, e kaleo, “chamar”. Literalmente, é alguém chamado para ficar ao lado de outro. No grego do dia a dia, era o termo para quem ia com uma pessoa ao tribunal — o defensor, o que falava em nome dela, a testemunha que ela levava junto. Por isso a NVI traduz “Conselheiro”, e várias Bíblias em inglês preferem “Advogado” (Advocate).

“Consolador”. Não é alguém que enxuga a lágrima e vai embora; é alguém que fica e sustenta. O Consolador de João 14 é isso: o que fica ao lado, defende, orienta e dá força. Jesus não diz “um Consolador”, diz “outro Consolador”. Ele mesmo era o primeiro — em 1 João 2:1

Ele sabe que a partida Dele seria sentida como a morte de um pai. Jesus sabia que a partida os deixaria “sem líder”, não “sem mestre”. Órfãos. Ele sabe que a partida dele seria sentida como a morte de um pai. A promessa do Espírito é a resposta a esse medo exato. 

Por que Jesus precisava ir para o Espírito vir

“Convém” é vantajoso, melhor para eles, que Jesus vá embora. Como pode ser melhor ficar sem Jesus do que com ele? Enquanto Jesus estava em corpo, estava num lugar só. Se estava na Galileia, não estava em Jerusalém. Se falava com Pedro, não falava com Tomé ao mesmo tempo. O Espírito não tem essa limitação: João 14:17 diz que Ele estará “em vocês” — em cada um, em todo lugar, o tempo todo. A ida de Jesus troca uma presença localizada por uma presença universal.

 João 7:39 explica que o Espírito “ainda não fora dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado”. Primeiro a cruz, a ressurreição e a volta ao Pai; depois o envio do Espírito. Foi exatamente o que aconteceu em Pentecostes, em Atos 2, cinquenta dias depois da ressurreição. O Espírito vem como o resultado de uma obra terminada, não como um substituto para uma obra interrompida.

“Espírito da verdade”. O Consolador não consola com mentira bonita; consola com o que é verdadeiro. Jesus também diz que “o mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece”. O Espírito não é uma força que se detecta com aparelho nem um sentimento que se produz com música. Ele é conhecido por quem crê, do jeito que se conhece uma pessoa: pela relação, e pelos efeitos da presença dela.

Jesus fala do Consolador naquela noite, o assunto em volta é hostilidade. Em João 15:18-25 ele avisa: o mundo os odiou, vai odiá-los também, vai expulsá-los das sinagogas e até matá-los pensando que presta culto a Deus.

Mas  o Espírito “nos ajuda em nossas fraquezas”. Na hora em que a dor é tão grande que a oração não forma palavras, o Consolador ora junto, e ora certo, porque conhece a vontade de Deus. Deus é “o Deus de toda consolação” que nos consola em toda tribulação.

Isaías 51:12 — “Eu, eu sou aquele que vos consola”. Deus mesmo assume o papel, séculos antes de Jesus prometer o Espírito.

Salmo 118:5 — “na angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu”.

Consolador e Espírito Santo são a mesma pessoa?

Sim. Em João 14:26 Jesus diz exatamente isso: “o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome”. “Consolador” é um título que descreve o que o Espírito faz; “Espírito Santo” é quem ele é. Os dois nomes aparecem juntos no mesmo versículo para não deixar dúvida.

Somente Deus pode nos consolar. A Bíblia não aponta para uma sensação, e sim para efeitos, quando passamos por sofrimentos em que a alma dói. Romanos 8:14-16 diz que os guiados pelo Espírito são filhos de Deus e passam a chamar Deus de Pai. Gálatas 5:22-23 lista o fruto: amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Quem crê em Cristo e vê, ainda que devagar, esse caráter crescendo, está vendo o Consolador em ação.

Amém que o Pai Eterno esteja sempre conosco.