A dualidade da vida

VOCÊ SABE, qual o significado da palavra DUALIDADE e como interfere na VIDA do SER HUMANO?

DUALIDADE, no LATIM, significa, daquilo que é duplo, a existência de 02 PRINCÍPIOS, de 02 FENÔMENOS, características diferentes em uma mesma PESSOA.

Para tentar esclarecer essa questão, vamos inicialmente fazer uma viagem rápida, dos níveis mais sutis de consciência, até o momento atual. Imagine-se não com o corpo físico que você possui hoje, mas como uma consciência ilimitada, pura energia. Mas o que contém, o que delimita essa consciência?

Segundo a Psicanálise, a dualidade é a construção ideológica de que existem forças opostas a agir num mesmo objeto, contribuindo para uma inerente batalha interna que faz parte da existência. Sentimos alegria e tristeza, ilusão e desilusão, felicidade e dor, coragem mas também medo.

Fazendo uma analogia, imagine que essa consciência é um grande banco de dados cósmico, hospedado numa nuvem universal. Esse banco de dados, para poder se expandir precisa adquirir novas experiências, impossíveis neste ambiente cósmico-sutil de pura energia. E para isso, precisa se desdobrar, ou se deslocar para níveis mais densos, ou físicos. Pois neste mundo virtual ou cósmico, o que existe é apenas informação.

Muitas vezes a nossa visão pessoal limita-se a ver tudo o que nos rodeia e a nós próprios, em termos absolutos e dicotómicos. As pessoas são boas ou más, racionais ou emocionais, felizes ou infelizes, inteligentes ou ignorantes, verdadeiras ou falsas… A Sociedade, a cultura, a educação, a família, impõem comportamentos apropriados e relegam comportamentos fora dos padrões estipulados. Há um padrão de normalidade que nos é imposto, de acordo com uma média que não se ajusta à diversidade e complexidade do Ser Humano. Medida essa que não serve para todos e que deixa muitos a crer que não podem ser ou sentir-se diferentes. 

E nessa busca por experiências, acabamos chegando a um mundo dual que conhecemos como Planeta Terra. Ambiente perfeito para adquirir experiências e um dia retornar para a Fonte, ou para o grande servidor central.

Desde pequenos tivemos que conviver com a dualidade. Com o dia e a noite, o macho e a fêmea, o frio e o calor, o micro e o macro, o Sol e a Lua, a luz e a escuridão. Amor e ódio. Vida e morte. Enquanto a gente estiver ocupando um corpo físico neste planeta, estaremos fatal e irremediavelmente presos à dualidade. Pois dualidade é o estado natural da vida. O maior problema é quando escolhemos a polaridade, como “qual lado amar” ou “qual lado odiar”.

Nesse frenesi esotérico em busca da Luz, seja por medo da morte, culpa e contratos religiosos, muitos ignoram suas sombras, criando uma fantasia de seres de luz, que não passa de fantasia.

Há uma tendência para negar um dos lados da dualidade para evitar o sofrimento. VIVER na ilusão daquilo que pensamos que escolhemos como sendo melhor para nós, mas isso não adiciona ao que Deus escolhe para nós. Se aceitamos as diferenças, logo, sabemos que estamos no caminho certo, pois isso é sinal de que Deus habita em nós.

Felizmente não somos todos iguais e é a diferença que torna o Ser Humano mais interessante, especial e único. Há caminhos, e estes caminhos, nos levam ao contraste da ilusão, maquiamos a cara, maquiamos a alma para que as pessoas nos aceitem, e neste caminho pode se perder o que há de mais bonito numa pessoa, a alma íntegra, sem maquiagem, sem perfeição mundana, que transforma o ser humano em monstros para serem aceitos.

O que não aceitamos, evitamos reconhecer ou melhorar em nós, é relegado à ‘sombra’. O ato de esconder o que não se quer assumir, gera sofrimento e contradição. 
(Carl Jung)

E VIVA LA VIDA, TERNA EN COLORES DE SABORES DE COLORES DE ARCO IRIS….